Egeo Dolce Illusion e o futuro do cheiro gourmand, quando o “doce” vira linguagem de marca

Sua marca está criando desejo ou só ocupando prateleira e feed? O lançamento do perfume Egeo Dolce Illusion, do Boticário, reacende um debate que interessa muito além da perfumaria: o cheiro gourmand está deixando de ser “sobremesa óbvia” e virando um código cultural, com textura, contraste e narrativa. Um sinal claro de que o consumidor está refinando o paladar olfativo vem dos dados: a Mintel aponta que lançamentos globais de fragrâncias gourmand cresceram sete pontos percentuais entre 2022 e 2024.

O ponto mais interessante, aqui, não é só “voltar o doce”. É como ele volta. Egeo Dolce Illusion chega ancorado em uma promessa tecnológica, citando a Smell-The-Taste, conectando sensação de gosto com construção olfativa. Isso muda o jogo para quem trabalha com experiência em ponto físico, hospitalidade e varejo: o gourmand do futuro não é infantilizado, ele é cativante, aveludado, com personalidade e, principalmente, estratégico.

Quando o doce amadurece, o cliente também muda

Durante anos, o gourmand foi associado ao “cheiro de confeitaria” direto, açucarado, imediato. Só que o mercado está empurrando o gourmand para um território mais adulto: notas cremosas com amadeirados, nuances tostadas, acordes “lácteos”, toques de especiarias, ou aquele efeito de “textura” que dá vontade de sentir de novo. A imprensa de beleza vem descrevendo esse movimento como uma evolução do gourmand, com café, bebidas cremosas e até nuances surpreendentemente salgadas, sem perder o conforto.

Na prática, isso conversa com o que marcas precisam hoje:

  • Reconhecimento imediato, sem ser genérico;
  • Memória emocional, sem virar caricatura;
  • Assinatura olfativa com camada, para sustentar recorrência.

O gourmand “novo” é menos sobre açúcar e mais sobre atmosfera. Ele acolhe, mas não infantiliza. Ele desperta, mas não grita. Ele se torna um tipo de linguagem sensorial que você consegue “vestir” na marca, do jeito certo.

O que a Smell-The-Taste sinaliza para o marketing olfativo

A Smell-The-Taste, apresentada pela DSM-Firmenich como a arte de expressar “gostos” em fragrâncias, se apoia em ideias como retro-olfação e volatilidade molecular, somando o olhar de flavoristas e perfumistas para criar ingredientes com “textura” e emoção apetitosa.

Traduzindo isso para o universo de marca: a tendência não é só “cheiro de sobremesa”, é cheiro com sensação de paladar, aquele efeito que parece macio, cremoso, tostado, crocante, “quente”, mesmo sem ter comida ali. Esse tipo de construção é ouro para:

  • Hotelaria: lobby que parece abraço, sem virar cafeteria.
  • Varejo de moda e beleza: um toque aveludado que comunica desejo e cuidado.
  • Imobiliário de alto padrão: conforto e sofisticação, com presença discreta.
  • Clínicas premium: acolhimento sensorial sem associação hospitalar.

Como aplicar no ponto físico, sem virar “cheiro temático”

  • Faça o gourmand trabalhar como base, não como espetáculo. Ex: baunilha, fava tonka, âmbar, madeiras claras, musks limpos, em equilíbrio.
  • Use contraste para sofisticar: um toque seco, um acorde amadeirado, uma nuance especiada.
  • Planeje intensidade por zona: entrada mais cristalina, miolo mais aquecido, provadores e áreas de permanência com perfil mais intimista.
  • Garanta consistência: o gourmand de marca precisa ser reconhecível em dias diferentes, com clima diferente, fluxo diferente.

Aqui, o caminho mais seguro é tratar isso como projeto, não como “produto”. É exatamente o território de criação de identidade olfativa e de aromatização profissional, com curadoria, teste e ajuste fino.

Composição com o Egeo Dolce Illusion e referências doces. Reprodução/Boticário.
O Egeo Dolce Illusion abre uma discussão importante sobre o cheiro gourmand. Reprodução/Boticário.

O gourmand como ativo de marca, não como tendência passageira

Tendência por si só não faz diferença no seu negócio. O que cria consistência de marca é quando ela vira método.

Pense no gourmand como uma ferramenta de posicionamento. Ele pode comunicar:

  • Acessibilidade premium: doce com acabamento limpo, sem excesso.
  • Nostalgia sofisticada: conforto com assinatura contemporânea.
  • Sensorialidade de design: textura olfativa que combina com material, luz, música e atendimento.

E tem um detalhe que pouca gente trata com seriedade: o gourmand tende a performar muito bem em social e em “conversa cultural”, porque ele é fácil de descrever e de imaginar. Em 2025, publicações já vinham destacando gourmands de luxo e variações quentes como uma direção forte para o mercado.

O diferencial está em uma decisão simples e rara: transformar o gourmand em “assinatura”, não em modismo.

O gourmand do futuro não é “cheiro de doce”. É “cheiro de recompensa”.

Ele funciona quando cria a sensação de merecimento, pausa, cuidado, acolhimento e prazer, sem depender de literalidade. É por isso que a tecnologia que “traduz gostos” para o olfato é tão simbólica: ela reforça a ideia de que o consumidor está buscando sensação, não só nota.

Um bom teste para marcas:

  • Se você tirar a referência de comida, o cheiro ainda faz sentido?
    Se sim, você tem um gourmand maduro. Se não, você tem um tema.

Esse conceito muda completamente o briefing. Em vez de “quero cheiro de chocolate”, você passa a pedir:

  • “quero um perfil aveludado, aquecido, com conforto e acabamento sofisticado, que aumente a sensação de acolhimento e permanência”.

É nessa virada que o marketing olfativo vira ferramenta de branding.

Conclusão

Egeo Dolce Illusion é um bom gatilho para uma conversa maior: o cheiro gourmand está virando um idioma de experiência, com textura, memória e acabamento. Para marcas, a pergunta não é “uso gourmand ou não?”, é “qual gourmand traduz meu posicionamento sem cair no óbvio?”.

Se você quer transformar essa tendência em assinatura olfativa consistente para loja, clínica, hotel ou evento, o melhor caminho é tratar como projeto, com método, testes e curadoria. Fale com a Senses sobre criação de identidade olfativa e entenda como desenhamos um perfil olfativo exclusivo alinhado à sua marca.

Perguntas Frequentes

1. Cheiro gourmand é adequado para qualquer tipo de marca?

Sim, desde que seja calibrado. O gourmand atual pode ser sutil e elegante, funcionando como base aveludada com acabamento limpo. Para marcas de saúde e alto padrão, o segredo é reduzir a literalidade e trazer contraste, evitando associação direta com comida.

2. Como evitar que um gourmand fique enjoativo no ponto físico?

Você controla isso com pirâmide olfativa e intensidade. Combine notas cremosas com acordes secos, amadeirados ou cristalinos, e distribua a presença por zonas do espaço. O objetivo é uma experiência envolvente, não um “perfume de sobremesa” o tempo todo.

3. O que Egeo Dolce Illusion indica sobre tendências para 2026?

Ele sinaliza a continuidade do gourmand, porém com uma camada mais técnica e sensorial, incluindo linguagem de tecnologia e “textura”. Quando grandes marcas apostam em destacar tecnologias, como o Smell-The-Taste, reforçam que o consumidor quer experiências mais ricas, não só doçura.


Converse agora com um especialista Senses e comece seu Planejamento Sensorial

Preencha os dados a seguir e entraremos em contato o mais breve possível

Preencha os dados a seguir e entraremos em contato o mais breve possível

Dados enviados com sucesso

Nosso time já está cuidando do seu contato com atenção. Em breve, voltamos para seguir juntos nessa jornada sensorial.

Preencha os dados a seguir e entraremos em contato o mais breve possível

Dados enviados com sucesso

Nosso time já está cuidando do seu contato com atenção. Em breve, voltamos para seguir juntos nessa jornada sensorial.